Contos, livros e poesias

Contos do Terror Vol. I Fantasmas


Insônia



Hebe estava assustada com todos as seis mortes que tinham acontecido nas últimas três semanas. O assassino era totalmente desconhecido e poderia ser qualquer um dos pacientes do sanatório, qualquer um dos funcionários.

Ou tudo, talvez não passasse de sua imaginação. Talvez estivesse vendo coisas devido a exaustão e a insônia. Tinha sentido e visto coisas estranhas. Até mesmo o fantasma de uma das vítimas em um corredor.

Mais não acreditava em fantasmas, isso era loucura e talvez estivesse cansada depois as horas de trabalho. Os pacientes também haviam alegado ver um fantasma a noite, que uma garota havia atravessado a porta do quarto de um dos pacientes e arrancado seu fígado.

Realmente uma das vítimas havia sido morta se forma brutal, e seu fígado fora encontrado do lado de fora do sanatório. Sabia que havia algo de errado com o lugar, e não era obra de um fantasma todos os acontecidos.

Também não era obra de nenhum dos loucos internados naquele lugar. Tinha investigado todo o passado dos pacientes e funcionários, mais nenhum se assemelhava a exatamente o perfil do mistérioso assassino da ilha.

Até aquele momento em que estava sendo perseguida por ele, ela estava exatamente como ele queria, sozinha e com medo. Assustada e desprotegida. Correndo pelos corredores feito louca gritando, depois de encontrar o que restará dos pacientes mortos.

Depois que seus colegas e alguns outros funcionários haviam tirado suas merecidas férias, ela e outros sete funcionários haviam decidido ficar no local. E então depois de cair e bater a cabeça ela havia sido sedada para que descansasse.

Mais quando acordara, e começará a encontrar os corpos, o sangue pelos corredores, começará a surtar. A polícia havia sido acionada e uma investigação havia isso feita mais tudo que conseguiriam fora apenas as digitais de um paciente que havia transferido para outra unidade.

Por um momento as mortes haviam parado assim como os jornais e repórteres querendo entender o que havia acontecido. Por um tempo havia parado.

Até aquele noite depois que fora dormir e acordara ouvindo gritos, e quando encontrou o corpo de seu amigo começou o desespero. Todos que residiam no lugar haviam sido mortos enquanto dormiam, até mesmo o que restará dos pacientes. Mortos por envenenamento, outros haviam cometido suicídio.

Nao conseguia entender o por que de tudo aquilo. O por que de ser a única ainda viva. Até mesmo o diretor estava morto. Confusa e com medo ela agora temia pela própria vida.

Tremeu por sua própria sanidade.

Mais sabia bem lá no fundo que não estava louca, que aquilo tudo era real. Real demais para suportar. Não havia como fugir os lugar, as portas haviam sido travadas e a sala de segurança e monitoramento trancada.

__ Hebe onde está você?

Ouviu alguém sussurrar. A voz era familiar, por um momento pensará ser de seu amigo pitter, mais ele estava morto.

__ vamos apareça Hebe, vamos brincar.

Escondida dentro de um armário ela fechou os olhos e tapou a boca com uma das mãos. Estava ignorando a vontade de sair e correr, se jogar de uma das janelas. Qualquer coisa era melhor que ficar ali, tudo aquilo que aconteciaera horrível.

Mais ela apenas continuou no armário, entreabriu a porta e seu coração acelerou ao ouvir passos dentro do cômodo, suas pernas estavam bambas, o assassino estava parado próximo a uma mesa. Então ele saiu e ela soltou a respiração aliviada.

Esperou alguns instantes e saiu para fora, tentou abrir uma janela mais está estava emperrada, lágrimas molhavam seu rosto e ela mordeu a parte interna da boca evitando gritar.

__ não tenha medo.

Ouviu alguém dizer e quando se virou o assassino estava atrás dela, segurava uma faca de cozinha, vestia roupas pretas e usava uma máscara de médico.

__ fique calma.

__ quem é você e o quer?__ perguntou ela e pegou um jarro e jogou contra dele que desviou e gruniu.__ eu não fiz nada.

Gritou e quando ele avançou em sua direção ela empurrou uma cadeira impedindo que ele se aproximasse e correu em direção a porta. Mais parou de repente ao sentir algo atingir sua perna e caiu.

A dor era dilacerante, e quando ele se aproximou e puchou a faca de sua perna ela gritou, ele a arrastou até uma cadeira e a sentou. A encarou friamente e girou a faca ensanguentada nas mãos.

Assustada ela gritou, se perguntou quem seria por trás da máscara, quem havia feito todas aquelas atrocidades. Mesmo assustada ela olho fixamente para seu rosto e tremeu quando ele pôs as mãos em seus ombros. Sufocou um grito e fechou os olhos.

__ Hebe você está bem.__ a voz de petter a arrancará de seus pensamentos e ela o encarou boquiaberta.

__Eu… Eu…

Sibilou ela e piscou uma, duas, três vezes antes de recuperar os sentidos. Encarou seu amigo e engoliu em seco, se perguntou como era possível, em um instante estava de frente com um assassino insano e no outro encarava seu amigo petter, era como se tudo não passasse de uma ilusão criada por sua mente.

Sentou o inconfundível cheiro de café do refeitório e sorriu, olhou a sua volta e percebeu vários funcionários, até mesmo mileine a faxineira. Sorriu e soltou a respiração. Todo o medo, ps gritos, os corpos faziam parte de um pesadelo. Estava dormindo acordada.

__ petter, eu estou tão cansada…__ sussurrou ela e suspirou.

O medo e a confusão estavam deixando-a desestabilixada. Estava começando a surtar. Desde que se formara em psiquiatria sempre cuidará da loucura de seus pacientes, sempre soubera ouvir e compreender os problemas de mentes perturbadas e problemáticas.

Mais agora o jogo havia virado, era ela quem estava começando a surtar, tinha certeza de que tudo que tinha visto era real, não haviam corpos e nem pessoas mortas.

Tudo não passará de uma ilusão. Estava tão cansada que já não conseguia mais distingue o que realidade e nem ilusão.

__ por que não descansa um pouco Hebe.__ disse ele e ela fechou os olhos, estava cansada, o corpo pesado, sentiu a mão de petter toca seu pulso de forma gentil e ergueu a cabeça.__ insônia? Você está horrível.

__ ainda tenho mais algumas observações a fazer antes de me dar o luxo de dormir.__ disse ela e tomou um pouco de seu café.__ e você quando irá voltar para casa ?

Em resposta petter apenas sorriu e baixou a cabeça.

__ votarei para casa quando terminar tudo que começamos aqui.__ disse ele e colocou as duas mãos sobre a mesa.__ não posso sair sem terminar de brincar com você.

Sentido seu coração acelerar ela tremeu e o encarou, deu um grito e se afastou de costas até esbarrar em algo. Não era petter, também não estava mais no refeitório, estava sentada em uma cadeira, em seu escritório, enquanto ele a encarava sorridente e segurando uma faca de cozinha.

A voz era a de petter, mais o rosto, nunca o vira antes. Fechou os olhos e colocou as mãos na cabeça, nada daquilo fazia sentido. Começou a dizer a si mesma que tudo era coisa de sua mente, que nada daquilo era real.

Até mesmo o assassino, mais algo a fez mudar de ideia no momento em que sentou a respiração gélida dele em seu pescoço.

__ você está me ouvindo Hebe?__ perguntou ele e tocou seu rosto com a faca.__ não posso sair e não posso deixar você ir.

__ quem é você e o quer?__ perguntou ela e virou o rosto. __ por favor me deixe em paz.

__ você ser a minha última vítima.

Dito isso ele avançou sobre ela e a segurou com seus braços fortes, com medo ela gritou e ele sorriu antes de colocar a faca em seu pescoço.

__ Hebe… pare de reagir Hebe…

Se debatendo ela abriu os olhos e encarou Harry ofegante, percebeu que durante todo aquele tempo esteve abraçada a ele, e não ao assassino. Estava enlouquecendo de verdade, não conseguia mais entender nada.

Nao sabia mais o que era real e nem o que era ilusão. Sem palavras ela olhou para suas próprias mãos e depois encarou Harry que a encarava preocupado.

__ estou ficando louca.__ disse ela e tentou correr mais ele a segurou novamente.__ estou enlouquecendo e a culpa é deste maldito lugar. Quero ir embora.

__ Hebe acalme-se. __ disse Harry e ela olhou em sua direção, ele segurava uma injeção em uma das mãos.__ você não está bem Hebe, precisamos seda-la.

__ eu quero sair…__ disse ela e deu um passo para trás arremessou algo sobre ele e tentou correr mais ele a impediu e a jogou contra a parede.__ eu quero…

Hebe gritou quando bateu a parte de trás da cabeça contra a parede. Sua visão estava turva agora e enquanto tentava se erguer ouviu uma risada e olhou na direção de Harry.

Sentiu algo tocar sua pele e depois observou-o retirar a injeção de seu braço, sentiu o corpo começar a ceder levemente, então tentou se mover mais suas pernas estavam pesadas.

__ não há como sair…

Ouviu dizer enquanto andava pelo cômodo, ouviu-o arrastar alguns móveis, tentou gritar mais estava sem voz.

__ você não está louca Hebe.__ disse ele antes de arrasta-la, sentiu o corpo ser erguido e depois estava deitada em uma maca.__ eu sou real. Vivo aqui a muito tempo, todos me veem como um fantasma mais sou real.

__ n… não…

Aquilo era um pesadelo, um pesadelo horrível e ela queria acordar, pensava ela. Ou talvez estivesse mesmo louca como os pacientes. Se perguntou se não seria ela um dos pacientes. Então o assassino descrito por todos as vítimas era real.

__ por que eu…__ perguntou ela, estava ficando sonolenta.

__ por que eu escolhe você.

Sentiu novamente o avô gélido da faca tocar a pele de seu pescoço e gritou.

__ esse lugar é amaldiçoado Hebe e para sair daqui preciso de um sacrifício e de várias vítimas.__ disse ele e suspirou, tocou seu rosto e sorriu.__ isso é um jogo insano e doentio, onde fantasmas são reais, e monstros também.

Ela podia até ser louca mais ele era ainda pior, sentiu as lágrimas turvarem sua visão e prendeu a respiração. Fechou os olhos. Não havia como escapar, e se aquilo era um jogo já tinha perco a partida.

__ quem é você?__ perguntou ela e tremeu quando olhou em sua face.

Mesmo com a visão turva ela pode notar um rosto totalmente desfigurado, suas mãos eram pálidas e cheias de cicatrizes, e havia uma enorme cicatriz em seu pescoço. Como um corte grande e profundo. Ele era um monstro.

__ eu sou o fantasma.

Disse ele e ela fechou os olhos quando algo gélido tocou seu pescoço, então ela sentiu uma dor leve, depois sua respiração foi ficando cada vez mais pouca. A visão embaçada, então tudo se apagou.


E tai aí galera mais um conto da Série Contos do Terror Vol I Fantasmas. O conto se chama insônia, espero que gostem. Este é um pouco diferente dos outros mais espero que gostem e desculpem pela demora. Este conto bem como o livro ao qual pertence foi criado por mim mesma e já está postado no wattpad também.

A cópia de qualquer parte desta obra será considerada plágio. Acredito que todos somos capazes de criar e dar vida a nosso próprio mundo.

Boa leitura.

Bjs, Mary Cast.

Deixe um comentário

Faça o login usando um destes métodos para comentar:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s